Reposição hormonal na menopausa voltou?
Viralizou: “a reposição foi injustiçada por 20 anos”, e do outro lado “hormônio dá câncer”.
O que é verdade: em novembro de 2025 a FDA, agência americana de medicamentos, iniciou a retirada do alerta de tarja preta sobre doença cardiovascular, câncer de mama e demência da terapia hormonal da menopausa. O alerta sobre câncer de endométrio com estrogênio isolado continua. Nada disso torna a reposição indicada para todas.
O que a evidência sustenta hoje:
Ondas de calor, suor noturno e sono melhoram de forma consistente com a terapia hormonal.
A janela importa. O perfil de risco é mais favorável quando a reposição começa antes dos 60 anos ou nos primeiros 10 anos após a menopausa.
A via importa. Estrogênio pela pele tem menor risco de trombose que o comprimido.
Quem não deve usar, ou só com avaliação específica: história de câncer de mama, trombose, doença no fígado, sangramento sem explicação, infarto ou AVC.
Implantes e “hormônios bioidênticos” manipulados não têm a mesma garantia de dose que os produtos registrados. Os implantes manipulados para sintomas de menopausa estão proibidos pela Anvisa desde 2024.
Quando procurar o endocrinologista: sintomas que atrapalham o dia, menopausa antes dos 45 anos, ou dúvida se você pode usar reposição.
Conteúdo educativo, não substitui consulta médica. Dr. Lucas do Prado Palmiro — MÉDICO — CREMESP 139.089 — Endocrinologia e Metabologia RQE 75.065. Clínica Palmiros, Rua Borges Lagoa, 971, Vila Clementino, São Paulo/SP.
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