HOMA-IR alto: você tem resistência à insulina?
Viralizou: print do HOMA-IR com “olha minha resistência à insulina” e a receita de dieta, suplemento ou caneta que “zera” o número.
O que é verdade: o HOMA-IR nasceu como ferramenta de pesquisa. Não existe um ponto de corte único e o valor muda conforme o método do laboratório.
O cálculo usa glicose e insulina de jejum. A insulina varia de um dia para o outro e entre laboratórios, e o mesmo resultado pode ser “alto” num e “normal” noutro. Por isso ele não fecha diagnóstico sozinho.
O que conta mais para avaliar resistência à insulina na prática:
Circunferência da cintura e evolução do peso.
Triglicérides alto e HDL baixo.
Glicemia de jejum, hemoglobina glicada e, quando indicado, curva glicêmica.
Pressão arterial, gordura no fígado, manchas escuras no pescoço e nas axilas.
O tratamento da resistência à insulina é o do contexto: alimentação, treino, sono e, quando indicado, remédio. Perseguir o número do HOMA não é objetivo.
Quando procurar o endocrinologista: cintura aumentando, gordura no fígado, glicada a partir de 5,7% ou síndrome dos ovários policísticos.
Conteúdo educativo, não substitui consulta médica. Dr. Lucas do Prado Palmiro — MÉDICO — CREMESP 139.089 — Endocrinologia e Metabologia RQE 75.065. Clínica Palmiros, Rua Borges Lagoa, 971, Vila Clementino, São Paulo/SP.
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